R$$189 Milhões de reais$$$ "Essa língua eles entendem"

“Money makes the world go around”.

Num mundo capitalista o que importa para muitos é isso. A conta bancaria dos gays que, sem filhos na maioria dos casos, não poupam esforços ao se lançarem num consumismo frenético. Muito vaidosos, também na sua maioria, gastam em produtos supérfluos. Ou seja, são ótimos consumidores de bens de luxo num país de miseráveis onde o consumo mais forte se encontra nos produtos de necessidades básicas. Um “nitch” de mercado, que o preconceito de um país subdesenvolvido e machista como o Brasil ainda não soube explorar.

Só na parada gay deste ano, em São Paulo, foram movimentados 189 milhões de reais. É o segundo maior evento na área de turismo da cidade. Mesmo assim, o preconceito e o medo fazem com que as empresas fujam desse mercado. Não sei o motivo, mas não custa chutar: Se a empresa dirigir sua estratégia de marketing ao público gay, pode ser considera, exclusivamente, uma fabricante de produtos para gays, o que limitaria seu alcance na camada hetero da sociedade. Verdade? Talvez… Não se pode saber ao certo a ignorância de um povo. Sim, porque esse raciocínio é de idiota. Quem acha que usar um produto de gay vira gay perante a sociedade só pode ser um imbecil de marca maior. Entendo perfeitamente o lado das empresas, mas não deixo de achá-las covardes e retrógradas. Aposto na inovação como fonte de lucro. A primeira que bancar, assumidamente, sua estratégia de conquistar o público gay sem a exclusão do hetero, educando ao mesmo tempo que seduzindo, poderá se destacar como uma empresa avançada, inovadora na qual todos se identificariam e por consequência comprariam seus produtos. Mas, é pedir demais. No mundo capitalista só importa manter os lucros sem grandes riscos. Continuar tudo do jeito que está fica cada vez mais convidativo aos empresários.
O que fazer então para nos vermos representados nos anúncios? Eu sei: comprar apenas nas lojas que são “Gay Friendly”. Como saber? Ah! Foi lançado o “Selo da Diversidade” pela Fecomércio onde os estabelecimentos aprovados como respeitadores do público gay e suas necessidades, podem ser identificados por nós. AVANÇO! Para aqueles que acham desnecessário um sêlo e que- como os que são contra as cotas para negros na faculdade- já começam a dizer que é preconceito ao inverso, eu conto uma historinha aqui:

Data: Meu aniversário

Local: Copa Café

Situação: Saí eu e meu namoradinho da época para comemorarmos. Sento. Peço as bebidas. Repouso minha mão em cima da dele no centro da mesa.

Reação: Casal na mesa ao lado murmurando… O rapaz se levanta e troca de lugar com a namorada pra não ficar na cadeira ao lado da nossa!

Reação da reação (pois tudo está interligado): Meto a porrada no cara alí mesmo. Mentirinha. Mas devia! Respiro fundo, me levanto, falo com a “maitre”. E vou embora. Não ia estragar meu aniversário. Mas estou com isso engasgado até hoje.

Conclusão: Talvez se o estabelecimento usasse o sêlo da diversidade e prezasse a excelência no tratamento dado aos gays, quem teria sido convidado a se retirar fosse o incomodado da mesa ao lado.

Conclusão 2: Não sei sobre vocês, mas eu vou ficar de olho bem aberto, caçando esse sêlo.

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