O inaceitável ponto final


FIM. Isso existe? Pode-se chegar realmente a acreditar que algo está pronto, imutável e permanente? A insatisfação, o não conformismo, a certeza de que sempre haverá algo mais bem composto para tomar o lugar do inacabado se apossa da minha já inquieta mente. Não foi justamente isso que deu início à filosofia? Ao pensamento anárquico? Ao livre arbítrio e todas as formas de pensar?

A negação me puxa o tapete e numa certeza finita me faz crer numa perfeição que talvez nunca seja realizada ou encontrada por mim. Quando estará tudo bom? O que é bom? Bom pra quem? Bom de prazer ou estéticamente bom? Tudo de repente se torna ruim. Ruim pra quem? Ruim de desprazer ou feio? Amargo? Intragável?

Nem tudo que se pode terminar é bom. E será tão ruim assim ficar no processo? A busca do belo, do perfeito, do finito não seria o que importa? Essa busca é a viagem de viver. Nada se completa, nada se termina, tudo é processo. E cada processo de busca de um todo precisa ser iniciado, portanto, vamos juntos nessa indagação de um sentido de finitude que não se completa. O primeiro passo é aqui. Pensar. Indagar. Começar: INÍCIO

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One Response to O inaceitável ponto final

  1. Thaís Vaz says:

    hummm conheço essa fotinha

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