24h linha para suicídio gay infantil.

Calma gente, muito bom pra ser verdade né? Para o Brasil sim, mas para os EUA não. Existe lá agora uma organização que opera uma linha 24/7 (24 horas todos os dias da semana) para aconselhar jovens gays, lesbicas e transgeneres. A Travor Project, que surgiu após o suicídio infantil de Trevor que inspirou o curta-metragem homônimo ganhador do Oscar, lançou uma campanha para divulgar a linha de ajuda nos meios de comunicação estrelada pelo protagonista do Harry Poter, Daniel Radcliff. Isso sim é pensar nas crianças. Sempre escuto o maldito argumento de que as crianças não estão preparadas para ver um casal gay de mãos dados ou se beijando em público, que as crianças têm que ser protegidas, que as “malditas” crianças isso ou aquilo. A questão é a seguinte: E as crianças gays? Não precisam ser expostas ao estilo de vida que elas seguirão fatalmente? Essas crianças gays, cujo índice de suicídio ja foi estudado e concluíram ser muito mais alto que das heteros, não precisam ser protegidas?


Fato é que muitas das vezes as crianças gays não podem nem contar com seus próprios pais, como é o caso de Lynn Doss de Utah, USA. Essa menina de 13 anos foi internado no Ribbon Dale Mental Hospital por ser gay. Aos 18 anos a ACLU (American Civil Liberties Union) entrou com um processo pra tirá-la de lá, pois a sua mãe tinha conseguido uma petição aprovada pelas cortes de Utah para que ela, mesmo após completar a maioridade, fosse mantida na instituição contra sua vontade. Por ser gay! Fora da intituição Lynn escreveu um livro relatando que no currículo de atividades ela era ensinada a odiar gays e seu estilo de vida. De acordo com a Gays and Lesbians Alliance e a ACLU existem centenas de milhares de casos como esses. Ou seja, a criança gay já tem que enfrentar toda a resistência social e ainda encontra, muitas vezes, a estupidez de pais como estes para praticamente as empurrar pra forca.

Por isso que eu digo e repito, não me venha com esse papo de “e as crianças ?” Porque se a criança for gay e for exposta desde cedo à cultura gay, ela irá crescer sabendo que tem um lugar pra ela nesse mundo e que esse lugar não é o caixão. Se for hetero crescerá acostumada a conviver com as diferenças e certamente será uma pessoa livre das amarras hipócritas impostas pelos pais. Meu filho convive com meu estilo de vida desde que me separei quando ele tinha 4 anos. Aos 8 anos tivemos uma conversa linda que relatei no meu post “Papai é gay, meu filho.” Posso afirmar que ele cresceu hetero sem qualquer questionamento sobre a sua sexualidade ou a minha. Recentemente, aos 18 anos, tatuou meu nome no seu braço. Acho que fiz a coisa certa, não subestimei a capacidade de uma criança entender e lidar com as questões homosexuais que muitos adultos lutam até hoje. Talvez se esses mesmos adultos tivessem tido a sorte desse contato desde cedo não estariam por aí nos crucificando.

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6 Responses to 24h linha para suicídio gay infantil.

  1. Festa Sexy says:

    podemos ser parceiros? abraço

  2. Garoto Mal Intencion says:

    Esse projeto de comunicação é muito bom e espero que possa ajudar muitas crinças, adolescentes e jovens gays. O preconceito tem que ser combatido. A ignorância não deve causar mais dor. Achei muito digno o Daniel Radcliff apoiar a causa.

  3. José Carlos says:

    gay kids? cultura gay?que vergonha…a formação da sexualidade já é um processo tortuoso.expor crianças à "cultura" (sic) gay só vai contribuir para tornar a formação do indivíduo ainda mais atribulada.esse comportamento é não-natural e sem qualquer suporte biológico ou evolutivo.

  4. Papai Gay says:

    Puta que o pariu, eu mereço mesmo! José, por mais que você tente convencer imbecis de que o comportamento homosexual não é natural, vai dar com os burros na água. Até leões transam entre si. Natural vem de natureza, então não fale asneiras. Sim existem crianças gays!!!! Caso você não tenha percebido, todo gay adulto foi um dia uma criança! E essas crianças tem que ser levadas em consideração sim!!! Quanto mais cedo forem expostas à cultura gay melhor pra elas, não para você! Aliás o que você acha não interessa, o que me importa são as crianças GAYS! As hetero não terão nenhum problema em saber que existem homens que gostam de homens, e as gays ficarão contentes de sentirem que não são uma aberração, coisa que aposto que você adora falar por aí! Me poupe!

  5. Paulo Braccini says:

    Parabéns pela postagem e pelo destaque a projetos com esta dimensão de dignidade. Parabéns também pela resposta acima a um imbecil que se faz reconhecer como José Carlos … além da mais completa ignorância isto é fruto de uma mente e de caráter mal formados, frustrados, carentes de afeto e, claro, acompanhados de um grave distúrbio de auto-aceitação.;-)

  6. Anonymous says:

    Claro que existem crianças gays. Sou garota, e desde que me entendo por gente, sinto atrações por mulheres…minha primeira "obsessão" foi aos 4 anos de idade…dizem que crianças são inocentes, e pelo fato d'eu ter sentido atração com essa idade, nao da ao direito ninguem de dizer "ela nao éra inocente", pelo contrario, éra normal. Hoje tenho 15 anos, e aos 14 tive meu primeiro beijo gay, e tambem foi quando meus pais descobriram, através de amigos da faculdade da minha mae, que me viram em uma boate gay…no começo foi doloroso, e questionaram sobre minha idade…éra sempre "voce nao é nem de maior e quer dizer algo sobre sexualidade?" me esnobaram pela idade, mas hoje entendem que com 5, 8, 10 anos ja se pode ser assim, pode-se nascer gay, que nao perderia a moral e a dignidade.

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