Traição. Que palavra feia.

Palavrinha sem vergonha essa. Estava eu à pouco conversando sobre esse fantasma que assombra todos os relacionamentos. Nada como um vinho e boas companhias para filosofar um pouco. Não importa se gay ou hetero, nenhum casal quer passar por isso. O pior é o teatrinho que se faz quando se está na frente do seu par.

-Não, eu não traio.-dizem.

Pelas costas… Sei. Bom, meu ponto é o seguinte. Vocês não acham que o ato de ter uma relação extra-conjugal está um pouco “over rated”? Até que ponto alguém que está experimentando novas sensações ou novos prazeres está realmente “traindo” o outro? Vivo tentando entender esse sentimento avassalador que pode destruir e envenenar qualquer um de nós. Será que fazer sexo com outras pessoas além do seu parceiro(a) é algo tão monstruoso assim, ao ponto de separar pessoas que se amam de verdade? Será que a traição não é algo muito mais de propriedade de quem está traindo? Às vezes penso que a “traição” não tem tanto a ver com o outro e sim com seus próprios desejos e questões. Calma, vou explicar. Muitas vezes traímos por conveniência, oportunidade, leviandade ou simplesmente pela aventura. Até que ponto isso tem a ver com o traido? Será realmente uma “traição”? Não seria trair algo do tipo: roubar seu namorado(a) ou, sei lá, na frente dele agir como se ele fosse ótimo e por trás meter o sarrafo? Não sei. Tenho sérias questão sobre usar esta palavra tão forte para denominar algo tão corriqueiro na sociedade moderna como transar fora do relacionamento.

Entendo todas as questões de posse e propriedade do corpo alheio, mas quero me livras desses sentimentos, acho-os baixos, de gente que não para pra pensar. Ao mesmo tempo, não sei se consigo ser tão moderninho assim. Que furada! Assim vou levando, e pensando, e acreditando que a monogomia não pode ser algo imposto. Se não existir a vontade de trair, ela se torna algo natural e não uma imposição social. Não trair porque não tem vontade, aí sim, aplausos! Não trair por medo ou imposição social, covarde! Pelo jeito não sou nem a favor nem contra a traição em si, mas definitivamente sou contra a palavra “traição”, que tal “deslize”? Ah! Sei lá. Escolha uma você e viva o que estiver a fim.

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7 Responses to Traição. Que palavra feia.

  1. Wans says:

    Escrevi um texto sobre minha relação com Alexandre e como ela funciona. Eu acredito que se viesse a trai-lo, ele não iria pirar, acredito que eu ficaria mais chateado. Mas não tenho vontade. Quando dá aquela vontade de transar com outro, contratamos alguém e pronto. pelo menos pra nós funciona.

  2. Edu says:

    Eu podia dar um copy/paste 100% desse texto. Mesma confusão, mesmo problema com o "conceito" de traição, mesma dificuldade em ser moderninho sem sentir a porra do ciúme. Mas de uma coisa eu sei: eu nunca terminaria um relacionamento por causa de pulada de cerca. Ficar triste sim, terminar não.

  3. Leco Vilela says:

    concordo em gênero numero e grau com o último paragrafo do texto. Eu acredito que acima da tão polêmica "traição" está a LEALDADE, essa sim, a meu ver é de estrema importância para um relacionamento, ser sincero e ter confiança é o minimo que se pode esperar de um parceiro.adorado o blog, parabens!

  4. Rodrigo says:

    Ah,papai gay,quer saber? Eu acho que essa imposição social/exigência da monogamia em relacionamentos heteros e homos é uma herança de uma tradição cristã mto forte na América. Isso não é tão importante em outras culturas.Acredito se o amor é tão sublime assim,ele não seria nunca manchado por uma aventura fora do relacionamento.Acho que esse tipo de mentalidade só existe pq não fere nenhum grupo social.Fere apenas indivíduos isoladamente,então não há correntes pró-poligamia.A luta é individual qnd um ser mais libertino,digo,liberal(rs) propõe a outro um relacionamento aberto e tenta convencê-lo da lógica envolvida nisso tudo. Contudo,eu namoro sim e confesso q sou influenciado e vivencio essa herança cristã.E quem não vive?Acho que o senhor mesmo, em outro post, usou a palavra "traição"…rs

  5. Mulher Asterí says:

    Eu acho tão excitante quando eu tô transando com um cara e sinto naquele momento mágico que somos os único um para o outro…Me dá tanto tesão! Melhor que isso, só se for verdade!

  6. melo says:

    traição parece coisa de inimigo do estado ou da monarquia, passível de cortem-lhe a cabeça.o peso é completamente social vindo de uma moral milenar e caduca. mesmo assim, o sentimento de posse acho que acarreta esse ar criminoso so sexo por fora, porque temos sempre que querer exclusividade em tudo?sim, somo criaturas que adoram exclusividade, de nos sabermos os únicos em seja lá o que for e o sexo, apesar de essencial é meio super estimado em termos de relacionamento.acho que deslize serve bem melhor e não siginifica que há desdém para com o outro; é apenas de nossa natureza animal querer fuder tanto quanto o possível.acredito mesmo que haja diference entre sexo, amor e sexo com amor mas acima de tudo não confundir lealdade com fidelidade coisas bem diferentes.no fim, cada um deve achar sua fórmula de lidar com essas coisas…

  7. Tolerância Zer says:

    O fato é que qualquer um fica arrasado quando é "Traído", seja qual for o nome que se dê vai ser sempre uma coisa que machuca, depois se a pessoa souber soprar e curar ferimento pode ser que fique no máximo um cicatriz pra lembrar o "acidente"… De qualquer forma pra deixar de ser uma "traição" diga um para o outro: Olha, é sim possivél que eu fique com outra pessoa um dia. Pronto, a pessoa esta ciente que isso pode acontecer, então nao será "traida" rsrs, (acho que até eu aprendo com relacionamentos) rsrs Te amo gatão!!!!

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