Meu filho, não!

Meu filho não! Frase curta, que diz tanto. Pequena, mas letal. E foi assim que Claudia Leitte se ferrou. Ao ser entrevistada pelo Léo Áquila (transformista), Claudinha me lança essa pérola ao responder à pergunta sobre a possibilidade de seu filho ser gay. Falou merda? Claro! Mas, não é algo que toda mãe fala? É! E isso torna a resposta menos absurda? Não! Qualquer pessoa que fale que prefere ter um filho “macho” é preconceituosa, simples assim. Podem inventar milhões de desculpas para seu preconceito, mas continuam sendo.

Por incrível que pareça, não fiquei puto, não quis esganá-la, não pensei, em nenhum segundo, tentar mudar sua opinião sobre gays, mas tomei uma decisão. Tolerância zero! Mesmo que acabe sem amigos, conhecidos, parentes, ou o que for, vou me afastar de todos que pensem igual. Há muitos anos atrás já tive essa mesma discussão com a melhor amiga de um ex-namorado. Ela se dizia super moderna, avançada e sem preconceitos, mas ao ser confrontada com a tão inesperada pergunta, feita, obviamente, por mim, sobre o que ela acharia se seu filho fosse gay, respondeu:

– Ahhh! Eu não gostaria que ele fosse.

Pronto! Lancei na lata:

– Você é preconceituosa!

E é! Não adianta tentar sair pela tangente. Mas, é claro, que ela tentou. Usou a classica resposta:

– Não gostaria que meu filho sofresse.

Porra! Se você não quer que seu filho sofra, não faça pressão para nenhum lado sobre a sua sexualidade. Não incentive a heterosexualidade e muito menos torça por ela. Só o fato de você a desejar já causa um tormento enorme em uma criança. Principalmente se ela tiver NASCIDO gay, pois todos sabemos o quão sensíveis nós somos. É uma crueldade o que essas mães e pais fazem, ao afirmar com tamanha veemência, que seus filhos não serão gays de jeito algum. São pressões familiares, como essas, que engordam as estatísticas de suicídio gay infantil. Mas também, né? Queriam o quê? Qual criança aguenta tamanha pressão? Poucas! Muitas ficam tão traumatizadas que passam uma vida inteira mentindo, acorrentadas a falsos casamentos heterosexuais. Isso quando não se matam. São traumas que podem ser evitados com a simples conscientização de que um filho é sempre uma alegria, não importando se é gay ou não. A Claudinha deu mole, primeiro negou ter um publico gay que a apoia, e depois, esqueceu que até fez um clip com o Ricky Martin, vinculando ainda mais seu laço com a comunicade gay. Pior é ela falar isso em rede nacional, na televisão, para quem quiser ouvir. Será que ela quer criar um futuro BOSTAnaro? Quantos pais, de filhos gays, vão se sentir no direito de chacoalhar seus filhos, e até meterem a PORRADA, agora, com o aval de uma cantora famosa? Perdeu uma ótima chance de ficar calada, essa aí.

Não vejo uma mudança comportamental dessas mães desde a primeira vez que confrontei aquela amiga do meu ex até hoje, e não vejo nenhuma tendência para isso. Infelizmente. Mães ao redor do mundo vão continuar falando que querem filhos “machos”, e mães ao redor do mundo, também, continuarão tendo filhos gays, e nossas crianças gays CONTINUARÃO se matando por medo de não conseguirem realizar as expectativas de seus pais preconceituosos.

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33 Responses to Meu filho, não!

  1. guilherme says:

    sinceramente? bobagem.
    Eu sou gay e pai como você e não gostaria que ele fosse gay pelo motivo que você diz ser “clássico”.
    Não me entenda mal, mas a gente sofre um bucado cara. Vai dizer que você tava numa boa quando “aquele boato” começa a circular entre os pais nas reuniões de pais e mestres no colégio do teu guri.

    Eu não acho que a minha opinião seja fazer pressão pra um dos lados. É claro, o que eu espero MESMO é que ele seja feliz e realizado então qualquer orientação eu vou apoiar dando todo o suporte possível. Mas quando olho pro meu, de só 3 anos, eu penso que a vida dele vai ser muito mais simples se ele não seguir os mesmo passos do pai. Não é uma coisa que eu pretenda expressar em palavras pra ele (quando crescer) mas é uma coisa que intimamente eu sinto.

    [o comentario não foi uma crítica a você, blz? acho seu blog fantástico, so discordei um pouco desse pensamento]

  2. Samuel Dias says:

    Concordo com tudo que disse, Mau.
    Esse tipo de resposta é quase que automático quando as mães são confrontadas, mesmo as que se dizem sem preconceito. E a desculpa do filho sofrer vem junto no pacote.
    Mas de fato, as mães que dizem isso não querem na verdade é que a sociedade fale mal de sua família, se preocupam mais com o que os parentes e amigos irão pensar, do que com o psicológico do próprio filho.
    A vergonha ainda sai na frente quando pensam em ter um filho gay. Todas querem seus filhos “normais” e longe do falatório da rua.
    E muitas se baseiam nos clássicos esteriótipos de homossexuais para fazer seu julgamento. Minha mãe até hoje se refere aos gays como “aqueles coisas”, e se diverte com os caricatos que são exibidos na tv.
    Quando os personagens são mostrados sem afetações, até conseguem uma aceitação melhor dela, pena que quando aparecem alguns assim, logo são tirados de cena, como em Insensato Coração.

  3. Igo Araujo says:

    Não vi o vídeo. Não sei se me interessa ver, mas entendo o q ela e todas as outras mães e pais “liberais” que não gostariam de ter um filho gay. Primeiro pq a sociedade não avançou o quanto se grita por aí, ainda vivemos numa sociedade em q as relações homossexuais são subvalorizadas e a heteronormatividade ainda é considerada o natural; pais e mães de hoje ainda esperam que os filhos e filhas cresçam, se casem com alguém do sexo oposto e tenham filhos também… é uma questão de comportamento adquirido há duas, três décadas, quando ser gay ainda era motivo de ostracismo.

    Segundo: entendo porque realmente ser gay no Brasil e no resto do mundo ainda é um risco. É mais seguro hoje? É! Mas ainda é perigoso sair na rua com seu namorado, vc corre o risco de levar uma lâmpada na cara… A preocupação materna se justifica num contexto desse.

    Só pra finalizar. Como disse não vi o vídeo, mas existe uma distância muito longa entre “não querer” ou “ou não gostaria de ter um filho gay” até o “não aceitar um filho gay”. Somos obrigados a viver diariamente com aquilo que não “queremos” ou “não gostaríamos”, mas nem por isso criamos atritos. Não sou pai, mas acredito que expectativas inevitavelmente são criadas ao redor dos filhos; existem caminhos que “gostaríamos” que ele trilhasse ou não… o “não aceitar” é o verdadeiro perigo.

    Abçs

  4. Paulo Ulisses says:

    Claudia Leitte INEXISTE p/ mim desde essa declaração e tb a Cássia Kiss que já disse a mesma tolice no Faustão, umas belas e grandíssimas F.D.P.s!

  5. Henrique says:

    Triste. Tomara que essa criança não nasça gay.
    Como disse o Samuel Dias, essa desculpa “eu só não quero que ele sofra” esconde o preconceito desses pais que temem o seu próprio sofrimento e/ou vergonha caso venham a ter um filho gay. Hipócritas é o que eles são.
    Minha mãe, por exemplo, antes de eu me assumir, sempre deixou claro que não gostaria de ter um filho nessa condição. Porém, quando estávamos em um grupo com desconhecidos e tocávamos no assunto “gays”, ela soltava aquela típica fala “Eles são iguais a todo mundo, se eles escolheram ser assim o problema é deles, cada um com a sua vida”. Depois que me assumi, ela chegou até a me levar à um psiquiatra. Imagina só o preconceito da mulher.
    Acho que é só isso que eu tinha para falar.
    Um beijo no seu filho hétero.

  6. Cara Comum says:

    Ah, sei lá… Eu, por exemplo, se pudesse escolher, não gostaria de ter nascido com outra orientação que não a heterossexual. E digo isso simplesmente porque minha vida teria menos sofrimento advindo do preconceito alheio. Mas por isso sou preconceituoso comigo mesmo? Na verdade, eu acho que dizer isso reflete mais o fato de eu acreditar que seria mais fácil eu nascer de novo e desta vez heterossexual que o mundo mudar e passar a ser um lugar bacana e menos homofóbico a curto prazo (considerando uns 50 anos como curto prazo, ok?).

    Aliás, é exatamente porque eu sofro o preconceito e não gosto disso que eu brigo por um mundo melhor. Não na esperança de que a minha vida seja melhor, mas para que as gerações que virão sofram menos do que eu.

    Penso que uma coisa é o meu desejo de que algo fosse diferente. Outra coisa é usar esse desejo como forma de impor a sua vontade. Eu gostaria muito que meu pai parasse de fumar para o bem da saúde dele (vejo ele perdendo o fôlego toda vez que vai caminhando comprar cigarros na esquina da casa dele). Mas não imponho para ele o meu desejo de que isso mude. E olhe que ele parar de fumar seria mais fácil do que mudar algo de sua essência.

    Entendo que o preconceito que vem da própria família talvez seja aquele que mais dói (e por isso os pais devem tentar ter a postura mais acolhedora possível), mas não sei se posso exigir deles que gostem que o filho tenha uma característica que lhe fará alvo de preconceito. Só não compactuo também que esse não gostar deles interfira na qualidade de vida dos filhos, na medida em que crie ansiedade e sofrimento numa criança que não é capaz de compreender bem o que está vivenciando.

    Resumindo: os pais, na minha opinião, tem o direito de não gostar que filho possa ser gay, desde que isso fique com eles e eles resolvam esse problemas que é deles, sem querer impor suas expectativas aos filhos.

    • admin says:

      Nossa, querer nascer de novo, só que dessa vez heterosexual, é um auto-preconceito absurdo. Se livra disso. Gays continuarão tendo dificuldades, mas você sendo hetero não ligará, pois você além de hetero será egoista. Pra você está bom, então dane-se os outros… Estou sendo duro, eu sei, mas enquanto esse pensamento não mudar, o mundo também não vai.

      • Cara Comum says:

        Olha só: eu não preciso pertencer a um grupo pra lutar pelo direito dessas pessoas. Não sou negro, mas sou a favor de tudo que diminua o preconceito que eles vivem. Não sou mulher, mas também simpatizo com a luta delas. Dizer que o fato de eu afirmar que gostaria de ser heterossexual significa ser egoísta porque eu poderia ignorar o problema dos gays é dizer que todo mundo só luta em causa própria. Isso sim é algo de que temos que nos livrar. Se não, será cada um cuidando do seu, o resto que se exploda e o mundo nunca se entenderá.

    • Gay Incomum says:

      Cara Comum, eu pensava exatamente assim quando era adolescente e sonhava com um gênio da lâmpada que fosse capaz de me transformar em hétero.
      Hoje, eu não trocaria minha sexualidade por nada. Ela é parte da minha história, ela me define, é parte do que eu sou.
      E quanto ao desejo de querer ou não ter um filho gay, eu não torceria para meu filho ser hétero para sofrer menos, se ele não enfrentar as dificuldades gays, enfrentará outras como hétero. E parte do sofrimento dos gays começa dentro de casa, se você quebra essa parte dos problemas, já é um grande avanço no desenvolvimento deles.
      Enquanto os pais não tiveram uma consciência aberta sobre a homossexualidade como algo tão natural como a heterossexualidade, sempre haverá gays sofrendo as terríveis crises de identidade e em casos extremos, se matando. A homofobia precisa acabar primeiro em casa.

      Abração!! = )

      • admin says:

        Perfeito!

        • James Fenty says:

          Perfeito mesmo. Acho que é necessário radicalizar mesmo. Oras, são pessoas também! Até quando!? Já chega, basta! F*da-se.

      • Cara Comum says:

        Gay Incomum, eu não estou negando que a minha sexualidade é parte da minha história, do que eu sou e do que me define. Aliás, não é só minha sexualidade que me define. Outras características fazem parte do que sou, a minha história também está envolvida nisso, as pessoas que eu convivi e outros fatores também.

        Assim, eu não posso querer que nada na minha vida tivesse sido diferente? Qualquer coisa fora disso é auto-preconceito ou falta de auto-estima? Não poderia eu querer ter nascido rico, por exemplo? Foi isso que eu questionei.

        Na minha fala, eu apenas usei um exercício imaginativo de “e se…”. E quando afirmo que SE eu pudesse escolher, eu nasceria heterossexual, quero dizer apenas que não me agrada viver as consequências atuais proporcionadas pelo preconceito. Se eu dissesse que eu não gostaria de ser brasileiro porque vivemos num país com muita desigualdade e no qual a política é tão complexa que dificulta o avanço e o desenvolvimento do potencial de nosso país, estaria sendo eu preconceituoso com o Brasil? Ou constatando um fato?

        Não almejo uma vida sem dificuldades (porque eliminando o preconceito contra minha sexualidade, outras questões haveriam de ser enfrentadas), mas se eu pudesse escolher uma vida que me traria os mesmos aprendizados, mas sem o mesmo sofrimento, porque não poderia fazer esta escolha?

        É como se eu dissesse que eu só chegaria no resultado que cheguei se seguisse exatamente o mesmo caminho. Então, se pensarmos assim, podemos desistir de encontrar apoio nos heterossexuais, porque estes nunca nos compreenderão. Afinal, eles não passaram pelas mesmas experiências que a gente e nunca chegariam ao mesmo resultado, nunca teriam sensibilidade para nos perceber como somos.

        Mas não é porque eu digo que compreendo o não gostar (no sentido de não ter gosto e não no sentido de desgostar) dos pais que isso significa que penso que eles devam infligir sofrimento aos filhos impondo-lhes o desejo de uma sexualidade que teoricamente poupe os sofrimentos do preconceito do resto do mundo. Porque o desejo deles não vai fazer o filho mudar e sim gerar sofrimento por eles não serem aceitos no próprio lar. Assim, o gostar (no sentido de desejar) é uma questão que eu não posso impedir os pais de terem (todo mundo tem expectativas). Só não concordo com os pais fazerem dos filhos vítimas de uma expectativa que é deles. Inclusive eu disse isso no meu primeiro comentário quando falei: “não sei se posso exigir deles que gostem que o filho tenha uma característica que lhe fará alvo de preconceito. Só não compactuo também que esse não gostar deles interfira na qualidade de vida dos filhos, na medida em que crie ansiedade e sofrimento numa criança que não é capaz de compreender bem o que está vivenciando.”

        Eu disse que as pessoas podem ter uma expectativa sim. Por que não? Só que, no caso de ela não se concretizar, cada um que resolva essa questão por si e não venha impor isso aos outros.

        • admin says:

          Muito bem defendido seu ponto, e voce pode falar à vontade que gostaria de ter nascido hetero. Isso não acontecerá, portanto acho desnecessário elaborar esse assunto. O que me incomoda nessa história é a defesa da heterossexualidade como uma forma melhor de se viver. Apesar de todo preconceito, amo ser gay e não gostaria mesmo de ter nascido diferente. Essa dificuldade que enfrentamos todos os dias me fez mais forte e com certeza uma pessoa melhor.

  7. Meu pai ama essa desculpa…

  8. Mauro says:

    As pessoas têm filhos e já iniciam com um roteiro preparado pra eles. Não nasceu, mas já sabem que é menino. O casal amigo também está esperando bebê e sabe que é uma menina. Pronto, já começam a dizer que um vai ser namoradinho da outra.
    Por mais que acreditem que isso seja uma brincadeira inocente, um monte de informações já estão sendo impostas para essa criança, na tentativa de definir seu destino.
    Pais querem ser deuses? Acho que em sua maioria, sim.
    Ser pai e mãe é muito mais que isso. É estar disponível para cuidar de uma criança que poderá ser médica, balconista, cabeleireira, portadora de deficiência, roqueira, hétero, gay, bi ou qualquer outra coisa.
    É importante aprender que roteiros, no máximo, servem para nós mesmos. Criar um roteiro e contar com o outro como protagonista é só pra cineasta.
    Aqui no Brasil, assumir que é preconceituoso não é politicamente correto. Então, as pessoas fazer discursos esquizofrênicos e tentam se justificar de qualquer forma.
    Desclarações como esta são preconceituosas. Ponto.

  9. Gustavo says:

    Realmente o comentário da Cláudia foi extremamente infeliz, assim como a de uma modelo que já vi dizer a mesma coisa em uma entrevista. Sou filho gay não assumido para os pais, apenas minha irmã sabe, e mesmo sabendo e já ter ouvido da minha mãe que se algum de seus filhos fossem gays ela não ligaria, ainda assim de vez em quando acho que ela não aceitaria a situação tão bem assim, afinal a teoria sempre funciona melhor que a prática. Já tive muito preconceito contra eu mesmo e contra outros gays na famosa época de aceitação mas depois que saí de casa para estudar comecei a conviver com outros gays e vi que realmente tinha uma imagem muito distorcida sobre isso tudo. Hoje sou super de boa com minha sexualidade e se nasci assim é assim que serei feliz, não preciso sair gritando para o mundo que sou gay, tenho meus amigos gays e héteros que me aceitam como sou e sou muito feliz com isso, espero que quando chegar o momento de dar a notícia para meus pais eles demonstrem a mesma maturidade que aparentam ter para com o assunto, espero que muito em breve e quem sabe não volto aqui pra dizer como foi… hahahahaha
    parabéns pelo blog, muito bom e ajuda MUITO! rsrsrs
    sucesso!

    • admin says:

      Já que você não mora mais com seus pais, pode assumir pra eles tranquilamente. Faça isso, se sentirá bem mais livre. Quanto a não ter necessidade de sair por ai falando que é gay, acho que é um ato muito egoista. TODOS OS LGBTs têm a necessidade de que VOCÊ saia por ai dizendo que é gay, Precisamos dessa visibilidade para garantirmos nossos direitos. Temos que acabar com essa história de “não gostar” de levantar bandeira. Estamos em uma guerra e precisamos de aliados. Pense nisso.

      • Henrique says:

        Até que enfim alguém que, como eu, também acha necessário sair gritando que somos gays. O que mais me assusta é o fato de os próprios homossexuais não acharem isso necessário.

        • admin says:

          Esse é o maior problema. Mas entra no grupo “todos juntos contra a homofobia” no facebook que vai encontrar mais como nós!

  10. Gustavo says:

    Fala Papai Gay!

    Antes de mais nada quero dizer que o seu blog é fantástico. Discordo de algumas coisas nos posts que você publica, mas isso é normal, faz parte de quem tem senso crítico, coisa que você mesmo defende. Acompanho há algumas semanas já, volta e meia vejo o conteúdo, que como falei, considero realmente muito bom. Tenho 20 anos e moro em uma cidade do interior em que, como você deve imaginar, todos os dedos se apontam aos gays. Por isso fico feliz em ver esse blog… Digo, ver que em algum lugar existem mais pessoas como eu, ver que um cara como você tem um filho, tem uma mentalidade aberta, que é possível um homossexual construir uma família sadia, enfim, essas coisas…

    Sobre o tópico que você levantou, acho que é interessante comentar algo sobre a Cláudia Leitte: os homossexuais servem e muito bem para comprar os discos, comprar os DVDs, os ingressos dos shows, seguirem-na no twitter, aumentarem a sua popularidade, mas pra fazer parte da família, aí não, né? Lamentável, realmente.

    Abraços e felicidades! 😉

  11. Dany Targaryen says:

    ISSO É PROVA QUE AS PESSOAS SÃO HIPÓCRITAS! TODO MUNDO ACEITA A HOMOSSEXUALIDADE ATÉ VIRAR PAI OU MÃE. O VELHO CONTO DO PAPAI NOEL, COELHINHO DA PÁSCOA E TODOS OS FORMATOS DE MENTIRA QUE UMA SOCIEDADE PODE SUSTENTAR! HIPÓCRITAS! HIPÓCRITAS SEMPRE!!! E NÃO, MEU FILHO(A) NÃO SERÁ GAY! E TENHO DITO!

  12. Lo says:

    O pior de tudo, para mim, esta no preconceito das pessoas homossexuais! Mesmo que um preconceito velado. Fiquei horrorizadaaaa quando, navegando pela net, vi o blog de um casal de mulheres, sim, homossexuais, que tem uma filhinha. Desde que nasceu a menina já tem até namoradinho! Acho isso muito triste! Acho que ter filhos exige, ou deveria exigir, uma mentalidade melhor das pessoas! Começando por nós, gays, que deveríamos, mais do que ninguem, ter a mente mais aberta às diversidades!

  13. Lau says:

    Eu lamento mas discordo do teu ponto de vista, que acho muito extremista e fechado. Quando tens um filho, vais sempre desejar que ele seja alguma coisa…é impossível tu não fazeres planos para o teu filho!!! É impossível enquanto pai/mãe, não desejares que ele seja isto ou aquilo. Se tu PUDESSES escolher (é claro que não podes, mas aqui coloca-se o caso de se pudesses…) com certeza desejarias tudo de bom para ele: que ele seja bonito, inteligente, sociável, entre outras características. E quem dizer que não gostava que o filho fosse assim é hipócrita ou mau progenitor!

    A questão aqui é que todos nós sabemos que não podemos escolher estas coisas, e isso não faz com que ames menos o teu filho por isso. Pronto, ele pode não sair exatamente como planeamos, mas como podes chamar de preconceituosa a uma mãe que, apesar de não ter desejado que o filho fosse gay, o aceita e o ama precisamente da mesma maneira? Não achas que estás tu a ser um bocado de “mente curta”?

    Concordo que não existe problema nenhum, mas nenhum mesmo em ser gay. Amor é amor independentemente do gênero, e o facto de o meu filho ser gay não me incomoda minimamente! O namorado dele está sempre cá em casa, dorme cá quando quer e eu fico é contente de ver o meu menino feliz. Mas se quando estava grávida, me tivesses perguntado se eu GOSTAVA que o meu filho fosse gay, eu ter-te-ia dito que não. E acho incrível que, sabendo bem vocês o mundo homofóbico em que vivemos, sabendo que à miúdos que se matam com 14 anos por mal-tratos por parte dos colegas, achem agora tão ridículo que o argumento de um pai para esta questão seja precisamente a de não querer que o filho sofra. Mesmo que eu aceite o meu filho e o ame com todo o coração, eu não posso controlar tudo na vida dele, eu não posso controlar a vida dele escolar, ou a brutalidade dos outros rapazes para com ele. Como podes dizer que sou preconceituosa, por desejar que estas coisas simplesmente não acontecessem?
    Não tem a ver com preconceito, mas com o facto de se ser mãe!!!!!!!!
    Eu NUNCA, nem por uma vez, fiz pressão sobre o meu filho para gostar de raparigas (sinceramente não me importa com quem ele durma desde que seja sempre respeitoso pra com essas pessoa), e não me importo com o facto de ele ser gay desde que não sofra com isso (coisa que nós nunca podemos ter a certeza que vá vir a acontecer, daí o facto de desejarmos para os nossos filhos aquilo que é seguro e sabemos nunca vir a dar problemas, que neste caso seria ser hétero).
    Mas ele não é hétero e eu amo-o tal como ele é mesmo que ele seja diferente daquilo que eu gostava que ele fosse. E isso não é preconceito…isso é amor!

    • admin says:

      Lau, infelizmente, amar seu filho depois do fato consumado não é vantagem nenhuma. Você não pode mudar a escolha dele, embora tenha dito que gostaria de o fazer. Você se contradiz o tempo todo, mas é natural isso em mães de gays. Você diz que não se importa se ele gosta de meninos ou meninos e ao mesmo tempo diz que gostaria que ele fosse heterossexual. Isso é uma contradição em si. Entendo você querer proteger seu filho, mas não entendo você comparar o fato de querer ter um filho bonito e inteligente, com querer que ele seja heterosexual. Isso torna ser homossexual algo ruim, algo inferior e que deve ser desejado para o BEM da pessoa. O erro não é ser gay e sim ser discriminado. Quem tem que mudar é a sociedade e não o indivíduo. Desejar um filho heterossexual é o mesmo que transar com um negro e torcer para que o filho nasça “branquinho”. E ainda dizer que os negros sofrem muito e portanto justifica você querer que seu filho pareça mais branco. Simples assim.

  14. jessi says:

    olha cara,em questão do q vc falo da amiga do seu ex namo,eu penso assim,quando vc jeri uma cria,ai vc pensa ela ou ele vai ser mt feliz com um marido ou uma esposa,n q vc seja preconseituoso mais e dificil uma pessoa ter um filho (a) e pensa ele(a) vai ser um futuro homo,acho q vc sempre penso q eles vão ter uma vida de um lado de uma pessoa do sexo oposto.então eu acho q vc o autor do texto q deveria ver e intender o pensamento da pessoa como vc n gosto de sofrer preconceito nem eu q so lesbica q vc gostaria da pessoa antes de te julgar so pq vc e homo ver o seu lado e ve q vc e uma pessoa como todas as outras e entenda nem todas as pessoas pensam igual vc n precisa concorda mais sim respeita e acho q vc entendeu mal a amiga do se ex.lembrise de tenta conpriender os pensamentos das pessoas e se lembri quando vc e eu e todos q leem esse blog nascemos os nossos pais n pensaram q nos seriamos homo no futuro mais sim hetero.quero deixa bem claro aq q eu sou totalmente contra o preconceito e eu tbm sou homo e respeito o seu pensamento e pensamento e de todos q comentaram
    um beijo e obrigada :-)

    • admin says:

      Querida, tem um equívoco imenso no que você diz. Respeitar a opinião dos outros só é válida quando não vem repleta de preconceito. Não posso respeitar pessoas que acham até hoje que negros são inferiores aos brancos, posso? Pois bem… Você torcer para que seu filho seja hetero é o mesmo que transar com um negro e torcer para que seu filho nasça branquinho… É preconceito. Jamais vou respeitar uma pessoa que expressa não querer ter um filho homossexual como se fosse algo ruim! Sorry!

  15. neto says:

    eu acho que é o direito dela achar que o filho deve ser gay ou nao. SOU GAY. acho que assim como se alguem me pergunta se quero meu filho negro ou branco,por tanto faz….mas o negro sofre muito na sociedade prefiro meu filho branco, jamais seria racista,pelo contrario tenho amigos negros , já namorei negros amo o negro. tenho meu dinheiro de escolher como quero que meu filho seja,pode ser q n seja a decisão dele, mas como pai posso decidir. Acho q ela ta no direito dela.

    • admin says:

      Nossa, quanto equívoco. Ninguém tem o direito de querer nada pra ninguém! As pessoas são únicas e independentes das outras. Cada um vai ser o que tiver de ser. Pais que impõem suas vontades aos filhos só os estão torturando com desejos deles próprios que, na maioria das vezes, não têm nada a ver com a vontade dos filhos. Isso é uma tortura. Pais que pensam assim não deveriam nem ter filhos. As pessoas são o que são independente da vontade idiota dos pais. O que as pessoas podem é torcer para que seus filhos sejam do jeito que elas imaginam, mas torcer para que seu filho seja heterossexual é assumir que ser homossexual é algo ruim e indesejável, ou seja é um pensamento homofóbico que é melhor ficar só no pensamento dos pais, pois a partir do momento que verbalizam isso, declaram em alto e bom som sua homofobia!

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